segunda-feira, 21 de junho de 2010
Normalidades
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Até Amanha.
Nós? Bem, acho que ficamos 21 dias seis horas e 23 minutos, os segundos não sei muito bem, principalmente porque me confundo se devo contar a partir do momento que você me deixou na porta, ou do momento que nossos lábios se separaram, mas pensando bem isso também vai confundir os minutos, pois dependendo do momento que escolher para considerar o fim, pode nos dar mais uns dois minutos ou nos tirar uns três. Ok não, não isso não é o motivo que me fez vir até aqui para falar com você. Sei que faz muito tempo que não nos falamos nem por telefone. Sim, também sei que devia ter lhe ligado antes, ao invés de apenas vir ate seu apartamento, bater na porta e tentar ficar com a cara mais lavada do mundo sorrindo com se isso fosse a coisa mais normal do mundo de se fazer. Desculpa, mas eu posso entrar? Não eu posso até ficar falando da porta mais você ta me fazendo tantas perguntas que eu prefiro entrar, claro que não precisamos ir até seu quarto como era de costume, e sentarmos na cama, por falar na cama você ainda estar com aquela mesma coxa, é porque toda vez que eu vinha, lá estava à coxa azul, com o lençol branco todo amassado em cima da cama e os dois travesseiros cada um em uma ponta diferente e fora a sua mesa de desenho que sempre estava toda bagunçada, cheia de revistas, livros, papeis... Ta vou parar de rir... Sim to parando... Pronto. Claro que não vim aqui só para falar de como você é bagunçado, até porque isso eu já lhe falava antes. Sim posso ou não entrar? Aqui na sala já ta bom. Bem, eu to bem... E você? Novidades? E na faculdade? Vai mesmo da certo esse ano? É verdade você já havia falado que talvez fosse ser nesse semestre, mas como você não havia dado certeza pensei que talvez tivesse mudado de ideia, ou quem sabe resolvido fazer mesmo... Ok. Se estiver tomando seu tempo de mais é melhor eu ir. Sei que você não falou isso, mas a forma como você fica toda hora me perguntando qual é o motivo que me fez sair de casa e vim depois de uns dois meses sem pisar aqui... É óbvio que isso não foi uma atitude pensada, pois qual é o ser humano que faria uma loucura dessas se tivesse parado ao menos dois minutos para pensar, foi de momento mesmo eu estava passando por perto fechei os olhos contei ate três e vim. Não eu não vim só porque estava perto, isso foi apenas a gota d’água, foi apenas o que faltava para eu poder ter coragem e vim te ver, mas para falar a verdade já to me arrependendo, melhor eu ir. Se eu vou, mesmo sem lhe dizer o que vim lhe dizer? Acho que sim, pois me fale você já ouviu falar de alguma historia que, após alguém fazer um ato louco como esse meu, os dois voltaram e viveram felizes para sempre? Não vale me falar de algum filme. Acho que a única coisa que vai servir, caso eu realmente fale, é que vai fazer muito bem para seu ego e muito mal para o meu. Porra deixa de se fazer de doido, ta na cara não, ou você quer ouvir mesmo, pois essa é a única forma de ter certeza que sou um idiota. É pela primeira vez que queria nunca ter lhe conhecido, ou melhor, ter lhe conhecido só hoje, pois eu sinto como se tivesse lhe conhecido na hora errada e por isso gastei a única bala que havia me dado e hoje em dia só me sobra à pólvora já usada. Merda por que eu ainda penso que podíamos ter dado certo e hoje estaríamos com, mais ou menos, quatro meses de namoro e não simplesmente entendo que acabou o que nem começou e lhe esqueço. Até porque sei muito bem que não lhe marquei, com a mesma intensidade que você me marcou e que para você todo esse circo que eu to armando, agora, não passa de uma mera historinha engraçada que você terá para contar para seus amiguinhos, e não duvido nada que ela não seja a única que você tenha na sua coleção, medíocre de historia para se divertir a custa do sofrimento dos outros. Sim estou sendo o mais pejorativo que consigo, pois só consigo me sentir um pouco melhor se lhe vê sofrer ao menos um pouco, e não apenas me sorrir com fazia de costume, e o pior que é que eu acho esse sorriso à coisa mais linda do mundo, ou costumava achar, não sei... Pronto já falei de mais, e acho que... Como assim? Você esta doido? Quer pensar sobre o que falei e conversarmos novamente amanha? Não sei se tenho... Ta me liga... É ainda o mesmo numero. Claro que vou esperar. Pois beijo então, já vou, mas... Claro que vou atender, ta já estou indo. Até amanha.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Depois do Ponto
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Regras de mercado
Tinham se conhecido há pouco tempo, por isso, não tinha coragem suficiente para ligar, pois quando se estar no inicio de algum relacionamento, as pessoas acabam virando um verdadeiro produto, pois tem que se fazer de difícil, mesmo que esteja louca para diz sim posso sair hoje, deve dizer, não estou muito ocupado quem sabe da próxima vez, fora aquelas outras regrinhas que todo mundo já sabe, de demorar ao menos uns dois dias para ligar novamente, quando a outra pessoa ligar deixar tocar um pouquinho para não parecer que você passou o dia todo com o celular na mão só olhando se não chegou nenhuma mensagem ou alguma chamada não atendida e a mais clássica de todas é sempre atender o telefone dizendo que estar muito ocupado, mesmo que esteja sem fazer nada. Sabia de todas essas regras básicas de relacionamento, porém não conseguia seguir, a ansiedade era mais perturbadora do que a lógica, não tinha coragem o suficiente para ligar, mas talvez escrever uma mensagem satisfaria o incomodo. Pegou o celular e começo a escrever varias coisas. “To com muita saudade, podemos nos ver amanha. Boa noite” muita, é um adjetivos de intensidade que da ideia de desespero, resolveu apagar tudo e tentar novamente. “Ouvi uma musica agora, que me fez lembrar de você, por isso, to lhe enviando essa mensagem”, mas nem estava ouvindo nada, e não é bom mentir no começo da relação, vai que depois pergunta qual era a musica e teria que pesar rápido, não melhor tentar de novo, talvez se usar algo que a outra pessoa havia comentado muito fosse uma boa ideia. “Talvez eu goste muito de beijar mesmo, pois queria um beijo seu agora. Boa noite” sabia que não estava bom, mas quanto mais pensava maior a probabilidade de erra, no que realmente queria escrever na mensagem. A coragem para escrever já havia sido usada, agora só faltava à coragem para enviar, releu varias vezes e quanto mais lia mais se arrependia do que havia escrito, foi até agenda do telefone procurou nome, leu mais umas cem vezes a mensagem e mesmo com duvida se o conteúdo estava bom resolveu mandar. Fechou o olho, respirou fundo e apertou o botão antes que desse tempo de se arrepender. Pronto já tinha feito o que todas as regras da paquera mandavam não fazer, mas erra o preço que já estava pago por não conseguir segurar as vontades. Agora era espera por uma mensagem como resposta. Nada melhor para passar o tempo do que escrever, ligou o computador e começou a escrever algum texto, qual quer coisa para fazer com quer não olhasse tanto para o celular, tentava escrever, porém tudo tinha haver com o que estava passando, por isso, resolveu desistir. Já estava quase dormindo quando, quando viu que o celular estava tocando. Correu para atender, olhou no visor e viu que era a pessoa da mensagem, o coração disparou, fechou os olhos, respirou fundo e apertou o botão. Alo.
terça-feira, 23 de março de 2010
Dizem que os humanos vêem coisas
Sabia que a pessoa a sua frente já havia notado que estava sendo seguida, porém só descansaria quando falasse o que não conseguia mais calar.
Cansado de fingir que não havia notado que estava sendo seguido virou-se.
Assustou-se com a rápida reação e abruptamente falou a primeira coisa que veio a cabeça.
- Oi... Como você esta. Certamente não erra essa a frase que falaria caso tivesse pensado mais alguns segundos
-Bem e você. Talvez com poucas palavras conseguisse mostrar que não estava com vontade de conversar.
-Bem...
-Pensei que não tivesse vindo não havia lhe visto. Ok já havia trocado palavras de mais.
-Sério. Com certeza erra mentira, mas não tinha como provar ao contrário.
Não tinham mais o que falar e já que a cara já estava à tapa, por que não dar a outra face? Levantou as mãos tremulas que não agüentava mais esconder e levou-as ao rosto a frente, talvez não fosse o toque mais suave que podia realizar, mas era o mais sincero capaz de ser feito, e lentamente foi aproximando os dois rostos ate trocarem, mesmo que sozinho, um leve beijo, talvez aquele tocar de lábios nem merecer-se o nome de beijo, porém como não existi outro nome na língua portuguesa para quando dois lábios se tocam por mais tempo que um selinho, por isso resolveu chamar de beijo.
Será que não tinha notado que não queria trocar mais nenhuma palavra, talvez sim já que calara. Podia ver nos olhos uma hesitação, mas que passou rapidamente, pois logo as mãos nervosas estavam fazendo o percurso do rosto, aceitou-as mesmo que o toque não tivesse sido muito delicado, deixou-as guiar o rosto mais a frente, de perto da para notar como aqueles olhos tinham medo da ação que o cerebro planejava mesmo que inconscientemente fazer, o plano não demorou muito a ser sentido pela boca. Fora tão rápido que nem teve tempo para decodificar o beijo.
Saiu sem nem olhar para traz, continuou andando, porém com uma vontade boba de que as coisas que acontecem em filmes acontecessem exatamente naquele momento, mas mesmo assim não olhou para traz, pois havia deixado o recado que teimava em querer ser expresso.
Ficou parado tentando imaginar, ou fingir que não conseguia entender, o que aquele beijo poria representar, viu as mãos nervosas se distanciarem e por alguns segundos pensou ver hesitação na direção, mas fora engano, pois nunca viu uma determinação tão verdadeira em um corpo.
Saiam cada um com sua visão sobre a mesma ação, nenhum tinha a coragem de perguntar o que o outro pensava, pois a melhor verdade é a mentira que contamos para nos mesmos.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Jogadores.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Paixão
o veneno da rosa
não vai enterder
o que quero falar.
Deixo de lado as
palavras, pois
elas ja não podem
me entender.
Como é doce beber
do veneno das rosas
mas só quem ja provou
é que vai me entender.

