segunda-feira, 20 de julho de 2009

Em cortes

Não aguento mais essa mentira,
essas vidas de dois gumes
essas caras de duas metades.

Agora vou falar , para os que não
querem me ouvir, para os que não sabem amar,
para os miseráveis que estão sentados
fingindo fazer algo.

Melhor é viver em um hospício,
vivendo, em uma realidade paralela,
de sonhos reais, podendo ter
a certeza que suas incertezas são verdades.

Cansei de ver pessoas de almas pequenas,
que estão sempre remexendo
em seus problemas caretas e covardes,
pois não sabem amar, viver nem cantar.

A vida continua, mas eu...
Eu prefiro ficar.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Nada quer

-Alo.
-Alo.
- Oi, desculpa por estar te ligando tão cedo.
- Não tudo bem.
- Sabe ontem à noite, foi muito bom não ter saído cedo, pois gostei de te conhecer!
- Que bom saber, também gostei de lhe conhecer...
- Estranho, acho que nunca tinha beijado alguém e sentido que o beijo já tinha nascido pronto, ou melhor, parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Você lembra? Você também me falou isso ontem!
- Sabe que eu tinha bebido. Não lembro muito bem do que eu falei, mais foi legal ficar com você.
- Sei, mas... Acho que poderíamos sair hoje, nos rever, não sei... O que você acha?
- Ainda estou muito cansado cheguei muito tarde, e ainda estou com muito sono.
- Ata certo, é porque eu pensei que poderíamos continuar a nos conhecer mais... Mas pelo tom da sua voz, vejo que você não pensa o mesmo.
- Você quer saber a verdade?
- Sim diga.
- É eu não quero. Ontem a noite foi muito bom, mas não to a fim de ficar serio com ninguém, ainda to muito ferido da ultima relação, e falando serio... Eu ainda estou com as cicatrizes para fechar, e to com medo de tentar outra vez. E sei que era esse o seu objetivo ao me chamar para sair, não era?
- Era... Para falar a verdade era esse o meu objetivo. Eu não queria que fosse só um fica, apenas uma noite e nada mais, pois gostei de ficar com você, mas tudo bem então, pois ate... Ate não sei quando
- Ok ate...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mais uma

Sabe... O nosso fim foi à melhor coisa que já me aconteceu nos últimos dias. Não estou dizendo isso para mostrar que não te amo mais, falo isso,pois já haviamos nos perdido no nosso amor há tempos. Acho que nos amávamos tanto, que nos magoamos, só para sentir o quanto nos amamos, e o quanto um é importante para o outro. Na hora em que você saiu pela porta, pensei mil vezes ate ter a certeza que não iria correr atrás de você e pedir para voltar, como já estava de costume. Sim, te perdoou pelas traições, não faço isso, pois sou uma pessoa boa, e sim porque sei que suas traições eram uma forma de matar o nosso amor aos poucos, talvez assim quando ele acabasse de verdade, você não ia sofrer tanto. Sei que você não falava muito verdadeiro comigo, eu também não falava muitas com você, nunca tive a coragem de ti dizer que te traia também, e nas varias vezes, que veio me contar de suas traições,fazia me de vitima, pois nunca tinha a coragem de falar que te trai. Não pense que estou falando isso agora, pois quero mostrar o quanto eu também sou forte e como posso sempre ficar por cima, pois eu só estou falando, para poder, ou menos, uma vez na vida, falar a verdade, e não um punhado de mentiras. Eu estou bem, mesmo que não aparente. Às vezes, à noite, é nesse período que eu mais sinto a sua falta,pego o travesseiro, que usamos ao último dia ,de noite juntos, e mesmo que ele já esteja na hora de ser lavado, estou adiando ao maximo, pois ainda posso sentir seu cheiro, seu gosto o que restou de nos, para mim.

Talvez essa sua viajem tenha ocorrido na hora certa, espero que na volta me procure, ou quem sabe não, ou menos, me fala que chegou, pois quero ter noticias suas, e caso volte, com um novo alguém, diga para essa pessoa, que estar indo visitar uma velha amizade, e não ouse contar a nossa historia.
Desculpa, pois não sei se você esta preparado para essa carta, mais eu tinha que dizer tudo isso para você dizer, o quanto eu ainda penso em você, dizer que espero que nunca mais voltemos, dizer que a nossa historia foi o melhor que já aconteceu comigo ate hoje, dizer que acho que nunca mais seremos os mesmos, dizer, dizer, dizer...
Acho que superei a sua falta, mas não espere que supere o nosso amor...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rezam

Sentadas, choram por um passado inútil.
Passar de um tempo que sabem não voltar.
O chorar de uma vida, de nada por fazer.
Os fragmentos das lagrimas a terra vai acolher.

Vestidas de branco, entregam se ao luto.
Luto por ter um passado sem vida.
Luto por um futuro sem perspectiva de passado.

Rezam para fingir serem, o que não são.
São fingidoras para continuar a viver.
Viver?Não. Elas só querem sobreviver.
Acreditam em Deus, Buda e Alá,
pois só assim conseguem continuar.

Sentadas, amarradas, rezando por nada
Assim vem o tempo passar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mentiras Sinceras

O amor é apenas uma ilusão que criamos para nos mesmos, e sem nenhum grande fundamento acreditamos nela. Essas foram às últimas palavras que ouvi sair daquela boca que tanto me beijou. E o pior é que as últimas palavras fizeram-me refletir mais que as várias trocadas outrora. Amar é mesmo uma grande ilusão, pois como é possível alguém que a pouco não era nada além de um estranho, como qualquer outra pessoa que achamos na rua, começa a nos afetar, e como em um passo de mágica as nossas existências começam a se entrelaçar, chegando ao ponto de estarmos sempre tentando agradar e a criar expectativas.
A culpa de minhas desilusões não pertence à outra pessoa a não ser eu, sei que todo mundo sempre coloca a culpa na outra pessoa da relação, porém eu não, pois, hoje, tomei a consciência que a culpa é sempre nossa, nos é que somos o ilusionista de nossas próprias mágicas, porém estamos sempre tentamos ser o público, chegando ao ponto de acreditar tanto, que esquecemos que elas foram criadas por nos. E mais uma vez eu havia criado novidades na minha historia, mais uma vez para fantasiar crio castelos, fadas, Cupido, Afrodite, tudo que for possível para transformar a ilusão em real.
Hoje sei que o amor é mesmo o ridículo da vida, pois sempre estamos procurando nele uma pureza, mas no final, sim, pois sempre tem um final, e mesmo que não tenha um final declarado, há um final, que é o pior de todos, o final velado. Não vejo o fim como uma situação negativa, pois sei que como na lenda da fênix, nada é mais forte e melhor que um renascer de cinzas.
Ainda estou sentado, lembrando das últimas palavras que foram jogadas ou vento, tentando entende-las e refletir, porém não sei se vou parar de fantasiar, ou se mais uma vez vou criar outra fantasia para mim, e ir atrás de quem eu acabo de perder ,ou quem sabe, fantasiei que perdi.

sábado, 30 de maio de 2009

Desejo


É o final de dois em um.
É o recomeço da solidão.
Perdido em pedaços de espaços.
Novamente sem saber onde ir.

Hoje vi que não da certo sermos dois,
ser um para você já lhe basta.
Agora sei que contos de fadas,
são mentiras passadas.

Mentiras faladas no tom de verdade,
fizeram-me rir de ilusões.
Não prometo esquecer teus olhares,
nem o fogo de nosso beijos.
Prometo entender que para você,
não passei de um banal desejo.

sábado, 23 de maio de 2009

Final da gaveta

Em um final da gaveta é possível encontrar de um tudo, essa foi à descoberta que fiz ou ver o final da minha. Acho que às vezes, temos de voltar as nossas gavetas, com mais freqüências, pois elas nos mostram coisas que não deviam ser esquecidas. Hoje, enquanto revirava a minha, pude me reencontra com antigas historias, com imagens do meu passado remoto, e algumas de passados recentes, lá também estava, em estado de dormência, algumas cartas que escrevi e por motivos simples ou banais não as enviei. Entre papeis, havia poemas e canções feitas para amores correspondidos, porém, tenho de ressaltar que, as melhores foram feitas pensando em amores que não vingaram, e por último encontrei crônicas dos meus dias, dos dias dos outros, dos dias de ninguém.
Abrir aquela gaveta velha, que devia fazer alguns meses que eu não tinha contato, fez-me da uma olhada no meu desarrumado, que ainda estava arrumado. Sempre fiz questão de aguarda, nem que fosse ao final da gaveta, as minhas memórias. Não guardei as melhores, nem apenas as piores, simplesmente guardei tudo, pois só assim em uma mistura de emoções, é que alguém, ou ate eu mesmo, se um dia quisesse me entender, abriria a gaveta e, como em uma colcha de retalhos, iria montando as minhas personalidades e experiências.
È verdade que com o passar do tempo não é fácil identificar, para quem, ou o porquê de alguns poemas, talvez, esses não foram escritos com muito amor ou ódio. Dos poemas mais especiais, ainda consigo sentir os pensamentos mistos, o turbilhão de sentimentos, as perturbações e em alguns casos o gosto do amor que me fez escrever.
Relendo minhas crônicas, noto que, não passam de personas e cenas dos meus dias simples e complexos. Normalmente escrevo minhas crônicas em terceira pessoa, pois assim tento fingir que sou fizinho de mim mesmo, por isso, torno-me observador da minha vida. Acho que sendo eu, vizinho de mim mesmo posso dar palpites em minha própria vida, e como não há pessoa melhor para dar palpites e soluções que os vizinhos, pois eles sempre sabem o que devemos fazer, e como devemos fazer talvez ,olhando de fora, eu entenda o que ainda não entendo.
Ainda a tanto para mexer, porém nunca devemos cavar sem olhar para cima, pois podemos chegar tão fundo que nem conseguiremos voltar. Prefiro receber minhas dosagens de passado em medidas homeopáticas. Hoje fechei um contrato de voltar periodicamente ao final da minha gaveta, também faço desse meu contrato uma dica. Fechei a gaveta, porém não antes de deixar mais um pedaço na minha cocha de retalhos.