quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ao lado

Ser parte de sua vida, mesmo
que os outros não saibam,
não me impede de estar.

Poder de observar ao longe
e ter sempre perto,
é parte do nosso segredo.

Não precisão saber,
pois seus crivos são ínfimos
em relação ao que vivemos.

Não vão ser espaços limitados
que irão limitar minha relação.

Perto estou.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Agora também o cisne morre

O acordar começa com um: estou aqui e agora? O Acordar realmente me doe, aos poucos vou tomando conta de que realmente estou aqui. Nunca fui muito feliz ao acordar, não sou daqueles que pulam da cama, e dizem bom dia para o novo renascer do sol. Diferente dele, pois todos os dias acordava já com uma felicidade, às vezes chegando a me dar vontade de lhe meter uma bofetada na cara, pois só os tolos não percebem o verdadeiro sentido do acordar. Esse ato tão cotidiano devia nos lembrar quase que obrigatoriamente de que o hoje é um dia depois do ontem, um ano depois do ano passado e que mais cedo ou mais tarde ela vem nos visitar. Normalmente levo muito tempo para me tornar eu, tempo para me adaptar ao que esperam que eu seja. Sei muito bem como devo me portar, logo que me levanto, vou ao banheiro e diariamente passo na minha face três lâminas bastante afiadas, depois uso de uns fios presos para limpar meus dentes, me banho, uso o sanitário durante umas duas ou três paginas e vou levemente montando esse papel que devo desempenhar. Ele quando acordava, não precisa mais do que de cinco minutos, já estava pronto, não sei como ele tinha tanta certeza de se, mesmo com a pouca idade. O odeio sair de casa, principalmente depois que ela passou e o levou. Só saio de casa por basicamente três motivos, o primeiro deles são as compras, até porque ainda me alimento como todos os outros, o segundo o trabalho, esse só é motivo por haver necessidade das comprar, o último, é apenas uma hipótese, pois ainda não foi necessário. Certa vez, ele me disse que éramos invisíveis, e que toda minoria era invisível. Naquele momento concordei, e até hoje concordo em partes, mas quando me pego pensando o que é maiorias, me vejo em um conjunto de minorias articuladas, que tentam encontrar um ponto de congruência, mesmo que hipotética e utópica, e dessa forma se sentirem mais confortáveis enquanto humanos. Mas o pensar não me faz ter mais estímulos para querer me levantar. Ele era livre de pensar, parecia que a boca era grudada no cérebro, pois nada que passava por ela tinha um mínimo de logicismos anterior, e talvez por isso acordasse de bom humor. Atualmente estou ficando cada vez menos disposto a montar o papel, por isso costumo desmarcar eventos agendados há meses, com desculpas cada vez mais mentirosas, chegando ao ponto de em algumas ocasiões falar a mesmas coisas duas vezes. Não é só o acordar que estar me incomodando, o dormir também começa a me deixar chateado, pois começo a desconfiar de sua aliança de sangue com o acordar e dessa forma começo a ter amizade apenas com as tardes. Espero que essas não me decepcionem. Enquanto ela não chega para me conduzir a ele, vou acordando e toda vez começo o dia me perguntado: estou aqui e agora?

domingo, 31 de outubro de 2010

Antes que Morfeu

Olhava atentamente as nuvens, como se elas fossem as mensageiras de suas vontades. Era engraçado como elas passavam lentamente sobre sua cabeça, podia quase ter a fiel certeza que o tempo havia parado. Esperava, como nunca, que os dias passagem, porém eles teimavam em ficar estáticos. A sexta preguiçosamente cedeu ao sábado, esse que por sua vez curtiu cada segundo, até dar a possibilidade do domingo chegar. Os dias que haviam sido amigos outrora, agora eram seus piores inimigos.

As nuvens que passavam por sobre sua cabeça, tinham as formas que o cérebro queria, sabia disso, porém podia jurar que as nuvens se aliaram ao dias para provocá-lo, pois elas insistiam em mostrar aquele sorriso, emoldurado pelos lábios largos e vermelho que já quase uma semana só ouvia a voz, mas a beleza real ficava restrita a vontade das nuvens. As nuvens se dissolviam e se remontavam sempre formando a mesma imagem, e quando raramente mudavam, era para mostrar outras partes que também lhe remetiam a mesma pessoa.

O cigarro, fiel companheiro,depois de vários meses engavetado, voltava a passear entre seus dedos . Sabia pouco de química, mas o pouco que sabia, era o necessário para ter a certeza que as substancias tóxicas do cigarro podiam lhe proporcionar um relaxamento, e valia ariscar um pouco de sua saúde.

O calor da tarde, como de costume era incomodo, porém a simples vontade de olhar as nuvens, e a brisa que a praia lhe trazia, o deixou completamente despercebido. O céu azul começara lentamente a ficar laranja, a tarde estava chegando ao fim, o que por um lado lhe confortava, pois era sinal de que a segunda estava chegando, por outro lado, as nuvens a noire se confundem com o céu azul escuro, e dessa forma lhe roubam as imagens. Antes que Morfeu se tornasse aliado dos dias, deixou o cigarro de lado, pegou a câmera na bolsa, e como um leve clique, conseguiu ter o sorriso por mais algumas horas, até que pudesse ter o de verdade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

La musique, voitures, musique

Já havia se decidido, o tempo de repensar já havia passado e a única coisa que mudaria o destino seria uma escolha divina, uma intervenção direta e não essas crendices bobas, que as pessoas costumeiramente fazem. Entrou, acertou o banco, os espelhos e até a própria cara. Sentado, sentia como se tivesse todo o poder do mundo, o poder que outrora não sentia. Olhou cuidadosamente cada detalhe, passou e repassou o plano na cabeça, pois assim firmaria as idéias no inconsciente e mesmo que o consciente fizesse a burrice de desobedecer já estava tudo gravado. Ligou o carro, pisou na embreagem, pisou no acelerador, foi trocando o peso entre os pés e pronto já estava a caminho. A musica, não sabia falar Frances a não ser uma duas ou três palavras, que aprendera com uma musica. “Quelqu'un Ma Dit”, não sabia pronunciar direito, porém o significado era algo como “Alguém me disse”, talvez essa música fosse interessante de ouvir. O acelerado estava a mais de cem por hora, quando o carro chega a tal velocidade é notório como o motorista deixa de ser um guia e passa a ser um homem que transita a linha tênue da vida e da morte, como uma criança que brinca no parque com a presa de curtir o máximo possível do dia. Quanto mais o pé entreva no acelerador, mais a vontade de voar de desintegrar no ar, como um olho de leão se desfaz com o vento. O vento, nunca tinha sido tão amigos, e cúmplice de pensamentos, talvez o vento se tornasse o ladrão de suas idéias, pois com o rosto ali parado, a cabeça se tornava cada vez mais vazia, assim como um saco de ar. “On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose”, mas uma frase da música, porém essa não tinha decorado, apenas havia anotado no caderno, mesmo sem saber ao certo o significado, talvez fosse a sonoridade que havia marcado. Algo estranho estava acontecendo, ao invés do carro aumentar sua velocidade o que é o mais comum de ocorrer quando se pisa o mais fundo no acelerado, ele estava parando. Oitenta, cinqüenta, trinta, dez, cada ver menos, parou. Não acreditava em mudanças divinas, porém foi ali onde desabou em lagrimas, chorou o que havia ficado engasgado há um ano, dois, a vida toda. Chorar com choro de alma, tão fundo que não há forma de controlar. Ali parado só o que fazia era chorar, a mão trêmula, pegou o telefone, ligou para a seguradora, com a voz não muito forte, falou o endereço. Ali sem força para se mover resolveu ficar até, até, não sabia, porém iria se aceitar sentir.

sábado, 28 de agosto de 2010

Duas vezes: para ensaio, para valer.

Hoje eu vim aqui só para falar disso, não é comum no dia do aniversário alguém falar sobre a morte, porém normalmente o comum não me aprecia. Hoje ainda não é amanha, por isso ainda posso falar com menos experiência que amanha terei. Depois de ver na loja ao lado um caixão pude notar como nada melhor do que o aniversário para falar da morte. Não sei por que, mas sempre gostei das pessoas que conseguem nascer e morrer no mesmo dia, me parece uma fechada de ciclo completo e sem erro, onde essa pessoa respeita naturalmente o ciclo. A figura de um caixão foi me apresentada hoje, não que eu não a conhecesse, mas por que, parar para notá-la, nunca fiz. Algumas bobagens merecem ser faladas. A vida, ela vale menos que um caixão! A minha ao menos não sei afirmar, porém a vida de um modo geral deve valer. Aquele caixão me incomodou tanto, me fez refletir mais que as leituras de outrora, em Nietzsche, Jean-Paul Sartre. A figura o símbolo, a imagem foi o que me marcou. Saber que estarei lá dentro em mais ou menos dias, não me deixa feliz nem triste, mas em uma curiosidade meio que macabra e louca, porém afirmo, não tenho pressa em descobrir. Tenho uma metáfora estranha, porém engraçada para definir o que pensei. A vela após ter sido acendida, não importa o dispêndio de energia, em mais dia ou menos dia ela irar apagar. Odeio quando as coisas rimam, mas foi involuntário. O caixão, a loja, a vida, tudo isso me impressiona, sem falar no bar. Sei que do bar ainda não falei porem deixarei para outrora, hoje só quero falar da vida, do caixão e da loja, e acho que ainda é muito para poucas palavras que pretendo usar. Merda! Novamente rimou. Não sei se serei compreendido, e nem tenho essa necessita no momento, já tive em outras horas e com certeza terei no futuro, mas nesse momento eu só quero é falar, e me desculpe você que esta ouvindo, se não tiver entendendo, não se preocupe o problema esta mesmo em mim, e não em você. Não sei se consegui deixar claro o suficiente o porquê de o caixão ter me feito penar, mas se não consegui, na próxima vez que passarem na frente de uma loja de caixões, pare apenas um momento e fiquei olhando mesmo que o incomodo seja maior, apenas pare e fique olhando, talvez assim, não através de palavras e sim de ações eu consiga mostrar como o caixão me fez pensar. Fora que novamente rimou, só quero deixar mais uma dica, quando escolher parar em uma loja de caixões, para olhar, não vá em qualquer dia, espere a véspera do aniversário, talvez seja melhor, mas se o aniversário ainda estiver muito longe não perca tempo vá mesmo assim. Acho que a frase que li hoje, será um bom final. “A vida devia ser vivida duas vezes, uma para ensaio e outra para valer. Era algo assim, ou talvez não.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A viagem

(Começa a cena com um barulho de barco saindo do porto, mulher sentada em uma pedra acenando com o lenço, e o marido olhando na mesma direção, porém sem se despedir e sem demonstrar nenhum sentimento)

Marie: Harry, isso é mesmo necessário?

Harry: Mesmo que não fosse, não temos mais nada a fazer, o barco já esta saindo! E ele já está embarcado.

Marie: Querido, é o nosso filho que esta lá dentro. Tenho tanto medo do que possa acontecer com ele.

Harry: Não temos outra opção. O governo inglês esta obrigando todas as pessoas que possuem filhos, com o mesmo problema que o nosso, a embarcá-los o mais rápido possível nesse barco.

Marie: Mas Harry, só o nome já me dá calafrios. Nau dos Loucos. O nosso filho não é louco. Harry, isso eu tenho certeza, pois fui eu que dei a luz. Harry, fui eu que amamentei, fui eu que cuidei dele durante todo esse tempo, era eu que estava sempre lá, e não esse povo que faz as leis. (tom raivoso) Ele é apenas diferente dos outros meninos da mesma idade.

Harry: Marie, não há mais o que fazer; o barco já vai partir e não adianta ficar reclamando isso para mim. Ordem do governo é ordem do governo e isso não se discute, é melhor assim. (tom conclusivo).

Marie: Você não me entende mesmo? Olha só para essas pessoas que estão sendo empurradas! Empurradas, pois esses ditos “médicos” não têm nem um cuidado com eles. E isso é porque estamos olhando, imagina só quando estiverem só eles lá dentro. Como será que vão cuidar do nosso filho? Com certeza não vai ser com a mesma atenção que uma mãe tem para com seu filho. E fora que o nosso filho não se parece com nenhum deles que estão ai. (olha fixamente para um ponto, e começa a demonstrar nervosismo) Olha, Harry, aquele senhor ali não é o ladrão que estava sendo procurado pela policia na semana passada? Tenho certeza, é ele sim! É ele! Olha.

Harry: Acho que não deve ser querida (tom de conforto, porém com dúvida). Você já está muito cansada, é melhor irmos indo embora. (Marie balança a cabeça de forma negativa) Acalme-se, o governo falou que essa viagem é apenas por um breve período, e que logo logo ele volta. Vai apenas passar por um tratamento mais forte, quem sabe não seja melhor para todos nos, pois assim ele vai ficar normal como todas as outras pessoas.

Marie: Não, Harry, não é assim como você pensa e fala. Ele não está viajando a passeio, ele está sendo obrigado a ir, e o governo não nos dá nenhuma garantia de sua volta. Ele é o meu filho, meu filho, meu filho... (vai aumentando o tom até estar gritando desesperadamente).

Harry: Você quer dizer nosso filho, não é? Você acha mesmo que estou feliz? Não é tão fácil como eu demonstro. Mas ele estando junto de nos também não eramos muito felizes, nunca podíamos sair juntos, sem perder o olhar crítico da sociedade

Marie: (interrompendo o marido) Esse eu tenho certeza, é um dos ladrões que estavam sendo procurados pela polícia! (nervosa) Isso não esta certo, vão colocar nosso filho junto com esse ladrão? Não era para ser um tratamento? Como isso vai ocorrer? Não, Harry, isso não ta certo!

Harry: Para de falar besteira, deve ser alguém parecido, com certeza o governo não iria fazer isso... Misturar ladrões com pessoas que possuem esse pequeno problema.

Marie: Se você não se importa com o nosso filho, tudo bem, mas eu já estou cansada!

Harry: (tom grosseiro) Não vou mais perder tempo com você, vamos, pois o que está feito esta feito, agora é só deixar de pensar besteira e ir esperando os dias passarem com paciência. Além do mais você ainda tem outros dois filhos para cuidar, e é melhor cuidar para eles não ficarem loucos que nem esse (depois de falar louco faz uma expressão de quem falou uma palavra que não se deve pronunciar).

Marie: Louco? Você chamou nosso filho de louco? Francamente, Harry, o que vão pensar de nossa família se alguém ouvir você falar isso? E logo você que me obrigou a mentir para todo mundo sobre o destino da viagem do nosso filho.

Harry: (notoriamente nervoso pelo comentário da mulher, fala com um tom de finalização) Vamos, não há mais nada a fazer aqui, quanto mais tempo ficarmos pior para a nossa imagem. Agora é só rezar para que ele volte melhor do que foi e o mais rápido possível.

(Harry olha na direção do barco com um olhar de despedida, sai da cena e da coxia, chama a esposa. Marie sai com o olhar baixo, pois não consegue disfarçar a tristeza)

Sol Poente.

(Uma mulher sentada mexendo em um som, enquanto o homem estar olhando para ela deitado na cama.)

Izabel: Olha nego é nossa musica vamos dançar? Eita que eu me sinto toda acariciada, por você, só de ouvir essa musica! Vamos nego vem dançar!
(Zeca se levanta da cama e vai dançar junto da mulher, musica a ser escolhida pelo grupo, porem deixo como diga a musica, “Despedida” de Maria Rita)
Zeca: Bel, tenho uma coisa para te dizer. Mas não sei como começar. (fala enquanto dançam)
Izabel: Fala homem, tu sabe que entre nos não tem essa besteira. Fala logo.
Zeca: Bel, tu sabe por que eu vim para cá né? Vim a trabalho, transferido, e a vida de quem trabalha na marinha é assim, o governo é que escolhe nossa casa, nossa cultura, nossa família.
Izabel: (vai até o som e para a musica) Nego, não to gostando do caminho que essa conversa ta seguindo fala logo, ou cala de vez.
Zeca: Eu também não sou de arrodeios, mas é que tu sabe como gosto de você...
Izabel: Fala logo, você mesmo falou que não é de arrodeios.
Zeca: É que bel... Izabel.
Izabel: (cortando a fala em um tom de raiva) Izabel? E tu me chama assim dez de quando? A única vez que você me chamou assim foi quando nos conhecemos e eu te falei que Izabel era para os desconhecidos e Bel era para os íntimos (leve sorriso) e como tu é safado foi logo me chamando de Bel e com o passar do tempo ficou B. Fala logo que eu já sei que coisa boa não é!
Zeca: Bel, verdadeiramente não é coisa boa, o que tenho para lhe dizer é que eu fui transferido para outra cidade.
Izabel: Mas home deixa de ser bobo nos ainda podemos nos ver. É onde? 200 km?
Zeca: Não Bel é no sul do país, e não temos como nos ver. É muito longe, eu não tenho como ficar vindo, você não vai ter como ficar indo. Entre outros problemas...
Izabel: Mas Zeca, eu vou com você, não a nada aqui que me prenda mesmo, nem família nem amigos, só tu mesmo, para mim essa terra é só tu (risada nervosa)
Zeca: Izabel não... Não quero desandar tua vida! Mulher vida de marinheiro é sem rumo, sempre se mudando. Eu mesmo achei que ia passar no mínimo dois anos aqui, e com menos de seis meses já fui transferido. Você tem é que ficar aqui. Sua terra. E não ficar mulher do mar.
Izabel: Desandar minha vida? Não homem isso não é problema ela já é toda desandada desde sempre mesmo. Eu sempre tive uma vida desandada! Estando com você é que eu sinto que ela pode andar um pouquinho, e mesmo se ela não andar eu não me importo muito. Por mim ela pode até nadar (risada nervosa).
Zeca: Não Izabel, você tem que entender, eu tenho de ir e você de ficar.
Izabel: É verdade, mulher de marinheiro é pior que puta, ou menos as putas recebem dinheiro pelos homens que passam por elas, e nos mulher de marinheiro, não essas só fica com a fama na cidade. E homem já gente vai a gente fica.
Zeca: Você sabe que se eu pudesse eu ficava aqui, mas são ordens superiores, e ordens superiores não podem ser desobedecidas.
Izabel: Homem, então se você vai sair da minha vida saia logo agora. Borá fora... Esse barraco é pequeno, mas é meu... Fora... Fora ta ouvindo não. A partir de agora só me fode se pude pagar.
Zeca: Calma, também não precisa ser assim... Ainda nos gostamos...
Izabel: Exatamente por isso tem de ser assim, vamos homem sai... Já que tem que ir vai logo.
(Izabel esperando ele sair segurando firmemente a expressão de mulher decidida, depois que ele sai ela coloca novamente a musica e começa a rir risadas)