Os peixes são animais que morrem pela boca. Eles, por não terem noção da quantidade de comida que devem ingerir , comem, comem, comem até que a quantidade de comida que estar dentro do organismo impede que eles respirem normalmente, ocasionando assim, a morte. Sei disso, pois minha irmã tinha um aquário com dois peixinhos, como ela era gorda, toda vez que ia comer pensava que os peixes deviam comer também. Resultado os peixes comiam umas dez vezes por dia, comiam tanto que só duravam uma semana. Como era difícil explicar o fato da morte, toda vez que os peixes morriam, eu ia comprar novos. Certa vez, acho que de tanto ela matar os peixes, a loja já não possuía mais peixes dourados, foi o jeito comprar os prateados. Coisa que foi de importante aprendizagem para minha irmã, pois, ao ver os peixes prateados, perguntou-me como eles haviam mudado de cor. Para servir de conselho, falei que quando comemos de mais o nosso corpo não aguenta e, por isso, sofremos mutações genéticas, no caso dos peixes, só tinha sido a mudança de cor. Aquilo foi muito importante para a infância dela, pois em menos de três anos ela já estava magra e comprou um gato, animal esse que matou os peixes e a deixo com a consciência da morte. Fico feliz, ao saber, que é a partir dos doze anos o nosso cérebro começa a receber dosagens de hormônio tão fortes, que nosso lado racional se desenvolve rapidamente, tornando-se assim impossível acontecer coisas que durante a infância eram comuns, por isso, que ao chegarmos à vida adulta, nos transformamos completamente em pessoas racionais. Quando crianças, podemos morrer de tanto comer, pois não temos a noção de que estamos ingerindo comida de mais, porém com o cérebro já desenvolvido esse tipo de atitude se torna impossível, pois seres racionais sabem a hora certa de parar de comer. Todas as compunções são comuns apenas na infância ou no máximo no inicio da vida adulta. Quando adultos a possibilidade de alcoolismo, tabagismo, ninfomania, TOC, entre outras compunções, tornam-se completamente raras e em algumas sociedades até desconhecidas. Em nossa sociedade adulta e completamente racional nunca perdemos o controle e nem repetimos atos ridículos como os dos peixes. O suicídio, mesmo que acidental é impossível de ocorrer. Não amamos de mais nem de menos, não comemos muito nem pouco, não estamos em um extremo, muito menos no outro. O equilíbrio é a norma geral das nações. A morte, o ultimo dos problemas enfrentados durante o período da infância nos é tão bem aceita, que ao sabermos que alguém da nossa família morreu, não choramos nem nos espernearmos, coisa aceita apenas pelas crianças. Aceitamos perfeitamente e como é de costume normal, usamos nossas roupas coloridas e vamos nos despedir do ente querido. Nada como o desenvolvimento dos lóculos do cérebro para nos transformarmos neste ser tão bem desenvolvido e, assim, sabermos os momentos corretos de pararmos de comer, os peixes diferentes de nos, continuam a vida toda com esse risco do excesso.
domingo, 22 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Garotas não choram.
A vida é mais amarga que uma taça de vinho seco. Odeio porra de vinho seco, só compro esse tipo de vinho porque o gosto amargo e seco me lembra da merda da vida que tenho. Parei de fazer programa faz exatamente oito meses, no inicio até que sentia falta do gosto de porra matinal que tinha que sentir. Casei com um dos meus ex-cliente, mas talvez fosse melhor ter continuada naquela vida. Ele agora me deixa em casa como um troféu, ou melhor, como um animal de estimação, pois ao menos um troféu, deixa- se na prateleira pegando poeira e enfeitando, mas um animal de estimação, esse tem que estar ali, sempre sorrindo e abanando o rabo para seu dono, além de lamber seus pés, no meu caso, outras partes. Não sei se era pior a obrigação de por duzentos reais ter de engoli a porra de homem desconhecido e gemer só para eles acharem que gozei, ou ter de ser a esposa ideal com cara de comercial de margarina, tendo por dentro um animal acorrentado. Ele pensa, que só por ter me tirado da vida “fácil”, é meu dono. Tenho que ouvir piadinhas bobas, estar sempre sorrindo, mesmo quando recebo apenas patadas, e transar na mesma posição sempre, pois ele tem limites sexuais. Mas domar uma fera criada, como eu, não é assim tão fácil, pois um animal da selva sabe muito bem a hora de dar o bote. Toda vez que ele sai para trabalhar, no trabalho de merda que ele sente o maior orgulho, só porque ganha um valor mereça, que da para manter uma puta em casa, eu também saio para trabalhar, só que ele não sabe, pois digo que estou indo ao shopping ou ao mercantil. Vou aos cinemas pornôs do centro, local que nem quando eu era puta de carteirinha frequentava, pago os cinco reais que são cobrados como ingresso, às vezes não com dinheiro, e vou ganhar a minha mesada extra. Não preciso do dinheiro, pois o felá da puta que tenho em casa pode, e paga, muito bem minhas contas, porém eu faço e cobro cinquenta reais, só pelo prazer se saber que passo o chifre nele, e ainda ganho um dinheiro extra. Mesa essa que faço questão de gastar com pequenos presentes para ele. Nas ultimas vezes, resolvi nem cobrar, pois já estava começando a fazer fama no local, coisa que não é preciso, pois tenho medo de gostar e querer voltar para minha antiga vida. Ele nunca desconfiou, não por eu nunca ter tido um descuido ou outro, mas pelo motivo de me ver como um animal de estimação, ou seja, um bicho que ele usa apenas para despejar sua porra, em quanto eu finjo gozar e fazer caras e bocas, ou reclamar, ativada essa que ele vem fazendo com mais costume e frequência. Acho que nasci para ser puta, essa vida de madame rica, não é muito minha praia, a felicidade com as coisas são assim, alguns tem por ostentar luxo e carreira, outros tem por ser da vida e não ter que mostrar uma cara que não tem. Hoje ele foi viajar, trabalhar fora, não duvido nem um pouco que esteja pagando uma puta por ai para trepar, mas ele que faça bem feito, pois eu, enquanto ele sai com uma camisinha na mão ,estou voltando é com um banco de esperma. Enquanto ele esta fora, frequento menos os cinemas do centro, pois só tenho prazer no perigo, mas a companhia do vinho caríssimo me será bastante útil. Continuo tomando vinho seco, mesmo sem gostar, pois ele me faz lembrar a merda de vida que tenho e o travo que sinto na garganta lembra-me a porra de vida que eu tinha.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Duas dúvidas ou dívidas
Estou escrevendo esse texto, mas sinceramente espero que ninguém o leia. É neste ponto que nasce a primeira pergunta. Porque estou escrevendo e não apenas pensando? Acho que escrevo, pois o ato de escrever me deixa mais consciente que minhas condições são reais. Por falar em condições, irei começar. Sabe o coração de uma pessoa que já morreu? É assim que estou, parece que não vejo mais nada além de uma enorme linha reta e ,de vez em quanto, uma leve alteração no gráfico, que ,por alguns minutos, parece mudar, porém volta a ficar na estaca zero. Mais uma vez, gostaria de afirmar que não é minha intenção que esse texto seja lido por outra pessoa, e caso alguém venha a fazer isso, por favo não se identifique, pois são apenas palavras de um bêbado solitário no final da noite. Minha segunda indagação da noite, que talvez seja consequência das duas últimas doses de conhaque que tomei é: porque nos apegamos às coisas, se ao final iremos morrer de qualquer forma? Não eu não sou pessimista, apenas penso constantemente na morte, mais do que as outras pessoas, pensou eu, ou menos, não sei, só sei que penso constantemente na morte. Já perdi alguns familiares, odeio ter de falar neles, mas só os tenho como exemplo. A morte para mim é como uma vela, pois sabemos que um dia irá apagar, porém a chama enquanto acessa é necessária para podermos acreditar. Sempre são muitas as bestares que um bêbado escreve ao final da noite, agora termino de tomar mais dois copos de conhaque, sinto que o texto que escrevo para mim mesmo, ainda não fala o suficiente sobre as coisas que preciso falar. Acho que sempre fujo do foco, não por querer fugir, mas por pensar que as pessoas de uma forma ao de outra podem se identificar com o meu texto, porém repito mais uma vez, esse texto não deve ser lido, são apenas pensamentos de um bêbado de final de noite que acaba de entronar mais um copo de conhaque. Eu odiava bebidas quando era criança, quando via meu pai bebendo sempre dizia para mim mesmo -eu nunca irei beber, nem fumar juro por deus. Parte disso é verdade, pois verdadeiramente nunca bebi nem fumei, uísque ou charuto , não sei se é por que verdadeiramente não gostou, ou por ser as duas coisas que meu pai mais fazia . A noite para uma pessoa que bebe pode ser amiga ou inimiga, depende dos companheiros, pois quando bebemos com alguém a bebida se espalha no sangue e esquenta as orelhas, dessa forma, rimos bastante e nos divertimos, porém ,quando bebemos sozinhos, a bebida se concentra no cérebro e nos trás na lembrança memórias nem sempre agradáveis. As lembranças de minhas doses de conhaque estão cada vez mais fortes, por isso, sinto-me incomodado por saber que alguém possa um dia ler esse texto, mesmo que não o entenda, estará lendo as memórias desordenadas e fragmentadas de um bêbado de conhaque da noite. O conhaque, meu tão amigo da noite, não costumava ter-lo em outrora, foi apenas por influencia de uma amiga, que há tempos não a vejo, que comecei a entorná-lo duas ou três vezes por semana, às vezes, bebo só para relaxar, porém quando passo do ponto, perco o controle e começo a ser mais eu. Ser eu, ou melhor, sempre sou eu claro, mas poder ser um eu de mim mais profundo nem sempre é fácil, nem sempre é bom. Acho que as doses de conhaque que bebi já me deixam com menos medo e mais vontade de correr pelo o mundo, como no momento estou impossibilitado, vou pegar meu celular, ligar para algum numero, falar mais algumas besteiras e quando a bebida subir, mais um pouco, irei dormir o sono dos bêbados e dos sonhadores.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Basilar
Pegando os pedaços, a impressão é
De que as partes são maiores que o todo.
Das partes, recanto a musica do todo,
cheirando o todo das partes.
Do todo, os olhos selecionam as
Partes que fazem continuar em um.
Tenho partes do todo, e todos da parte.
R E C O L H O.... recolho
JUNTO.
ciclo...
De que as partes são maiores que o todo.
Das partes, recanto a musica do todo,
cheirando o todo das partes.
Do todo, os olhos selecionam as
Partes que fazem continuar em um.
Tenho partes do todo, e todos da parte.
R E C O L H O.... recolho
JUNTO.
ciclo...
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Cães tanatos
Coveiro 1: Manda este cachorro parar de latir.
Coveiro 2: Para!
Coveiro 1: Ele não está parando. Vamos mande com mais coragem.
Coveiro 2: Para, seu animal estúpido!
(Som de cachorro, chorando)
Coveiro 1: Pronto agora ele já foi em borá.
Coveiro 2: Acho que já está profundo de mais, podemos parar.
Coveiro 1: Falaram que o buraco era para caber duas pessoas. Você sabe a historia?
Coveiro 2: Suicídio. Estamos em agosto, não sei o motivo de haver tantos suicídios. Normalmente o numero aumenta só em meadas de dezembro.
Coveiro 1: Verdade. Só essa semana eu já enterrei dois. Um era um menino de 25 anos que pulou do prédio em que vivia. Os vizinhos comentavam que dava para escutar ele dizendo (imitando) Pareeeee!O outro foi uma senhora de 25. O povo comentou que ela tomou dez comprimidos para dormir. Enfileirou todos, tomou um por um e antes de cair no sono ligou para a amiga e disse: (imitando) Acho que estou com um pouco de sono vou dormir, me ligue só amanha.
Coveiro 2: Nossa. (continua cavando) Acho que agora está bom. (medindo o corpo do outro) São sete palmos. Buraco suficiente para caber dois caixões.
Coveiro 1: E cadê eles que ainda não chegaram? Que horas são?
Coveiro 2: São 4 horas e 45 minutos. Acho que vão chegar só as seis da manha.
Coveiro 1: Então o que nos resta?
Coveiro 2: O que nos resta é esperar.
Coveiro 1: Me entrete um pouco em quanto esperamos.
Coveiro 2: Ele ligou para ela, no dia do aniversario de casamento deles atirou.
Coveiro 1: Ele quem? Ela quem? Atirou?
Coveiro 2: Ele, (aponta para o buraco, e lembra que ainda não chegaram). Ele, (aponta para porta, e ver que ainda não chegou) Ele, que esta por vim. O suicida.
Coveiro 1: Ok, prossiga.
Coveiro 2: Era o aniversario de casamento deles, os dois que estão por vim (explicando). Ele disse para ela chegar em casa só lá pelas oito da noite, pois ele iria fazer uma surpresa. Quando deu sete e pouco, ligou novamente, disse que ela já podia vim, pois em dois minutos a surpresa estava pronta. E ai atirou.
Coveiro 1: Ai, quando ela chegou, olhou para ele deitado no chão, pegou a arma e falou: (imitando) O meu amor, por qual motivo fez isso, e nem uma bala me deixastes. Engano meu, ainda há uma bala. Sim irei ao seu encontro, e juntos ficaremos.
(os dois dão risadas)
Coveiro 2: Não, foi um pouco menos Romeu e Julieta. Ela o viu deitado, com o sangue e miolos todos espalhados e tomou um litro de vinho, sem lembrar que já havia tomado seus costumeiros remédios antidepressivos. No casso dela, nem pode dizer que foi suicídio.
Coveiro 1: Mas, e vão enterra os dois juntos?
Coveiro 2: A família pediu.
Coveiro 1: Merda.
Coveiro 2: O que foi?
Coveiro 1: Lá vem a merda daquele cachorro de novo.
Coveiro 2: E o que fazemos?
Coveiro 1: Não sei, mas ele já vem latindo, e isso me enche o saco.
Coveiro 2: Deixa ele latir, dizem que os cães vem coisas, e seus latidos espantam almas que estão vagando.
Coveiro 1: Mas, não quero ele no meu pé.
Coveiro 2: Então vamos entrar nesse buraco.
Coveiro 1: Mas é uma cova, eu mesmo não entro.
Coveiro 2: Só é cova, quando tem algum caixão dentro, antes disso é só um buraco.
(Ditam-se os dois)
Coveiro 1: Ele ainda não parou de latir, que merda isso ta me enchendo o saco!
Coveiro 2: Mas ele vai já para.
Couveiro1: Pareeeeee!
(Silencio, por um tempo)
Coveiro 2: Acho que estou um pouco com sono vou dormir.
(Som de latido se distanciando)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Pedaços de um presente
Hoje, depois de muito se sabotar, ele resolveu ser mais fraco que a tentação. Passou vários minutos apenas olhando para o guarda-roupa, pois queria ter a certeza de que não conseguiria ser mais forte que sua vontade. Levantou-se lentamente, caminhou, colocou levemente os dedos na porta do guarda roupa, e o abriu. Olhou para dentro, e em poucos segundos encontrou a caixa amarela, que há quase uma semana guardava. Seus dedos cuidadosamente a pegou e juntamente com um suave movimentam a transportou para perto do peito. Voltou a sentar-se na cama. Olhou firmemente para a caixa amarela, que ainda esta lacrada. A vontade de tirar o lacre era tão grande, que antes que pudesse perceber já havia jogado-o no chão. Havia adorado receber aquele presente, porém o fato de saber que era um presente efêmero e que em mais ou menos dias ele iria passar, lhe consumia. Após a retirada do lacre, a pressa para abrir a caixa ficava cada vez maior. Antes de abrir, prometeu a se mesmo que não iria retirar nenhum dos objetos que dentro dela estivesse, era apenas um ato de observação. Promessa que não durou mais do que cinco minutos, pois quando desesperadamente abriu a caixa, logo viu todos aqueles bolinhos de alfajos enfileirados. Parecia que o papel dourado que recobria cada um deles, implorava piedosamente para ser descascado e jogado ao lixo, pois ele não era digno de guarda por mais tempo os alfajos. Como entendera a vontade dos papeis laminados, rapidamente pegou um dos alfajos em sua mão, escolhera o de chocolate branco. Ao desembrulhar pode perceber o motivo pelo qual evitara tanto abrir a caixa, pois o simples fato de ver o alfajor, já lhe deixava consciente que o descontrole iria chegar como dominador da cena. A primeira mordida já anunciava a chegada da vontade da segunda, que por sua vez trazia o desejo da terceira, seguida da loucura pela quarta e mais uma e mais outra. E, o fim. Ao terminar de comer, fechou rapidamente a caixa, antes que os olhos se tornassem cúmplices do desejo. Coisa que foi inevitável, pois um pequeno pedaço do papel laminado, que insistiu em refletir a luz, já serviu de anunciação para o próximo alfajor que iria ser comido. Este seria o último que iria comer naquele dia, e mesmo que não fosse, iria comê-lo come sendo. Lentamente degustava-o, e ao final de alguns momentos de satisfação, fechou rapidamente a caixa e a colocou atrás de todos os seus livros, pois só assim conseguiria resistir. Como os alfajos não iriam durar para sempre, resolvera guardar os papeis que os cobriam como forma de lembrança. O gosto do alfajor ainda estava em sua boca. Era um sabor tão peculiar e delicado, que só perdia para o sabor do beijo da pessoa que o havia lhe dado de presente.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Para você
Acordei com um sonho em você.
Uma visita noturna muito oportuna.
Que ao acordar, fechei os olhos para voltar.
Era um dia claro, estávamos mais uma vez em BH
No jardim, que só nós conhecemos,
seu sorriso aberto, foi o que primeiro vi.
Tua boca, pescoço e orelhas
eram os locais que meus lábios mais
estavam gostando de passear.
O sol continuava lindo, como da última vez em BH
Você nos meus braços, local tão seu
Eu nos seus braços local tão meu.
Sabe, amanhã te conto mais sobre o sonho de BH.
Uma visita noturna muito oportuna.
Que ao acordar, fechei os olhos para voltar.
Era um dia claro, estávamos mais uma vez em BH
No jardim, que só nós conhecemos,
seu sorriso aberto, foi o que primeiro vi.
Tua boca, pescoço e orelhas
eram os locais que meus lábios mais
estavam gostando de passear.
O sol continuava lindo, como da última vez em BH
Você nos meus braços, local tão seu
Eu nos seus braços local tão meu.
Sabe, amanhã te conto mais sobre o sonho de BH.
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